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Edward Hopper
Compartment C Car
[1938]
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George Beare
Portrait of a Lady Holding a Book
[1740-49]
«Naufrage. Vi essa palavra diante de mim pela primeira vez. «Cento e quarenta e quatro».
Não sabia que podia caber tanta gente num pequeno zodiac. Aprendi duas coisas novas naquela manhã e pareceu-me mais do que suficiente. «Oke», disse-lhe, «voltamos ao tranquilo?». E voltámos para Baba Hasán.
Deitei-me sobre umas caixas de papelão, fechei os olhos e comecei a pensar. Não compreendia. «Miñán, porque é que querias ir para a Europa? Não era isso que tínhamos combinado, disse-te que devias continuar a estudar, disse-te que tinhas uns olhos muito grandes».
Sim, olhos grandes e catorze anos, a última vez que o vi. Era um menino.»
Ibrahima Balde nasceu na Guiné-Conacri, mas viu-se obrigado a abandonar a sua casa para ir à procura do seu irmão mais novo. Não partiu para perseguir um sonho. Abandonou o seu lar para encontrar a pessoa que mais amava. Este livro foi escrito por Ibrahima Balde com a voz e por Amets Arzallus Antia com a mão.
Década de 1980. David, de sete anos, muda-se com os pais, imigrantes sul-coreanos, para uma zona rural do Arkansas. A vida ali é difícil e os pais arriscam todas as poupanças ao tentar criar uma quinta em solo inexplorado. Perante tanta imprevisibilidade, será a chegada da avó Soonja, uma pessoa muito peculiar, a ajudar David a adaptar-se àquele lugar.
Um drama semibiográfico sobre o “sonho americano”, escrito e realizado pelo americano de ascendência coreana Lee Isaac Chung. Estreado no Festival de Cinema de Sundance, onde recebeu o Grande Prémio do Júri e o Prémio do Público, foi o vencedor do Globo de Ouro para melhor filme estrangeiro.
MIGRANDO tem duas capas, dois pontos de partida, mas é indiferente por onde se começa a viagem.
Neste livro, aves e pessoas cruzam os céus. Fazem as malas, abrem as asas e lançam-se à aventura… Dedicada aos que deixaram a sua terra para re-existirem noutro lugar, esta história sem palavras e de imagens poéticas, mostra como a palavra migrante pode ser sinónimo de sofrimento e fragilidade, mas também de coragem e futuro.
Um livro de desenhos, no qual cada leitor re-inventa a própria história.
Envia-nos dicas de livros, filmes, documentários, artigos ou podcasts que possam enriquecer o Clube.
Criar um Clube de Leitura, Pensamento, Diálogo e Escuta no interior desertificado pode, à partida, parecer audacioso. Reunir um grupo de pessoas para partilhar opiniões, frente a frente, num mundo cada vez mais polarizado, pode soar intrépido. Ao dar corpo a este clube, o meu objetivo foi andar em contraciclo, provocar acontecimentos e construir um espaço onde todos caibam, independentemente do credo, das ideologias ou da posição política.
A expressão “Chão Comum“, do inglês common ground, remete para um espaço onde pessoas com visões distintas sobre um mesmo tema se possam exprimir com liberdade. O nome escolhido para este clube pretende ser um contraponto ao narcisismo alimentado pelo tempo excessivo que passamos online, convidando-nos a olhar para o outro e a refletir sobre a sociedade sob uma mesma base, sem fronteiras.
E como o vamos fazer?
Partimos do livro, como objecto essencial e democrático que é, para nos introduzir complexidade e profundidade, nos iluminar e engrandecer. Ler. Mesmo quando o estado do mundo nos pede doses mortais de escapismo em scrolls infinitos, que só nos mostram a rama e nunca nos levam à raíz. Ler. Como forma de construir pensamento crítico.
Pensar. Fugir ao que nos chega mastigado, porque discernir e interrogar-se, tem de ser sempre por conta própria. Soltar o pensamento enquanto diminuímos o ruído. Pensar até atingir o ponto da clarividência com sagacidade.
Partilhar o nosso pensamento. Falar e ouvir, a argamassa que mantém tudo colado. Colocarmo-nos numa posição de desconforto mas, também de deslumbre. Falar sem ter medo de errar. Todos partimos de lugares diferentes. A opinião individual tem um tamanho molecular perante o universo, por isso não existem certezas, apenas a partilha generosa de opiniões e o questionamento, sempre que houver dúvidas.
Criei este clube, porque temos o dever de estar atentos. Jamais indiferentes.
Ana Cristina Fernandes
No formulário de inscrição em baixo. A inscrição tem um fee anual de 15eur. O Clube não tem fins lucrativos, o valor é integralmente usado para o bem comum de todos os membros do Clube.
Os encontros serão de dois em dois meses, no penúltimo Sábado do mês, ao final da tarde. Embora, possa sofrer alterações caso os membros, por unanimidade assim o entendam.
Qualquer membro pode sugerir temas e, de forma democrática, escolhemos em conjunto as temáticas das próximas sessões.
São recomendados livros, artigos, entrevistas, podcasts, filmes ou documentários. Material em qualquer suporte, que enriqueça o tema abordado.
Fica ao critério de cada um. Todos os membros são livres de se posicionar entre ser um espectador ou interveniente. A finalidade do Clube, é também a de nos tirar dos nossos lugares de conforto.
As sessões servem para nos conhecermos, debater, dialogar, pensar, escutar, planear, rir (e porque não chorar), comer e beber.
Preferencialmente por email, onde terão acesso aos materiais e informações importantes.
O formato é presencial e analógico. Durante as conversas não será permitido captar som. De forma livre, podem partilhar imagens nos perfis pessoais, com o cuidado de não expor os membros, que não querem ser expostos.
Todos. Qualquer membro pode convidar outras pessoas que tenham interesse no formato.
clube@chaocomum.pt | 937 291 961