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Edward Hopper
Compartment C Car
[1938]
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George Beare
Portrait of a Lady Holding a Book
[1740-49]
Desprezo pelo jornalismo tradicional, negação de evidências científicas, disseminação do ódio – na era da pós-verdade e das fake news, o sonho da comunicação sem intermediações que a internet e as redes sociais pareciam anunciar transformou-se em uma realidade tão preocupante quanto perigosa, capaz de ameaçar a existência da democracia tal qual a conhecemos. Entender o funcionamento de elementos como os bots, a indústria de notícias falsas e os algoritmos é o primeiro passo para deter a avalanche de obscurantismo e manipulação que atinge o Brasil e o mundo.”É preciso entender a regra do jogo – e não ficar em estado de negação. Entender como funciona um viral não significa que você tenha que ser um teórico da conspiração ou um terrível mentiroso. O melhor contra-ataque é o dominar as ferramentas e fazer a verdade viralizar” Peter Warren Singer
Este livro reúne um conjunto de artigos escritos por jornalistas brasileiros sobre a temática da pós-verdade e das fake news. Escolhi-o por ser bastante acessível, de leitura rápida, e por conseguir explicar o tema de forma clara e abrangente. Apesar de partir da realidade brasileira, não se limita a esse contexto, uma vez que a pós-verdade é uma problemática transversal e global.
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Reneé Magritte
Le faux mirroir [O falso espelho]
[1928]
Provavelmente, para ti, não há um antes e um depois da internet.
Quando nasceste já estava tudo ligado e nem te parece possível que o mundo funcione de outra forma. No entanto, a internet mudou — e ainda está a mudar — muita coisa no mundo, incluindo o jornalismo.
Através da internet, apareceram gigantes invisíveis como a Google e o Facebook. Não são empresas de jornalismo, mas transformaram a nossa forma de aceder à informação.
Nas redes sociais, as notícias parecem supersónicas e as visualizações, os likes e as partilhas podem chegar aos milhões. O problema é que os rumores, os boatos e as mentiras também.
Habituámo-nos a receber a informação e a desinformação que nos chega através de algoritmos secretos, a ter rotinas em mundos virtuais, a comunicar com abreviaturas e emojis. Vivemos numa enorme bolha de likes e partilhas.
Mas será que conhecemos bem as regras do jogo?
Qual o impacto de tudo isto na nossa relação com o mundo e nas decisões que tomamos?
Este livro acredita que é importante fazer perguntas e que as respostas não estão todas no Google.
ANTÓNIO DE CASTRO CAEIRO
Envia-nos dicas de livros, filmes, documentários, artigos ou podcasts que possam enriquecer o Clube.
Criar um Clube de Leitura, Pensamento, Diálogo e Escuta no interior desertificado pode, à partida, parecer audacioso. Reunir um grupo de pessoas para partilhar opiniões, frente a frente, num mundo cada vez mais polarizado, pode soar intrépido. Ao dar corpo a este clube, o meu objetivo foi andar em contraciclo, provocar acontecimentos e construir um espaço onde todos caibam, independentemente do credo, das ideologias ou da posição política.
A expressão “Chão Comum“, do inglês common ground, remete para um espaço onde pessoas com visões distintas sobre um mesmo tema se possam exprimir com liberdade. O nome escolhido para este clube pretende ser um contraponto ao narcisismo alimentado pelo tempo excessivo que passamos online, convidando-nos a olhar para o outro e a refletir sobre a sociedade sob uma mesma base, sem fronteiras.
E como o vamos fazer?
Partimos do livro, como objecto essencial e democrático que é, para nos introduzir complexidade e profundidade, nos iluminar e engrandecer. Ler. Mesmo quando o estado do mundo nos pede doses mortais de escapismo em scrolls infinitos, que só nos mostram a rama e nunca nos levam à raíz. Ler. Como forma de construir pensamento crítico.
Pensar. Fugir ao que nos chega mastigado, porque discernir e interrogar-se, tem de ser sempre por conta própria. Soltar o pensamento enquanto diminuímos o ruído. Pensar até atingir o ponto da clarividência com sagacidade.
Partilhar o nosso pensamento. Falar e ouvir, a argamassa que mantém tudo colado. Colocarmo-nos numa posição de desconforto mas, também de deslumbre. Falar sem ter medo de errar. Todos partimos de lugares diferentes. A opinião individual tem um tamanho molecular perante o universo, por isso não existem certezas, apenas a partilha generosa de opiniões e o questionamento, sempre que houver dúvidas.
Criei este clube, porque temos o dever de estar atentos. Jamais indiferentes.
Ana Cristina Fernandes
No formulário de inscrição em baixo. A inscrição tem um fee anual de 15eur. O Clube não tem fins lucrativos, o valor é integralmente usado para o bem comum de todos os membros do Clube.
Os encontros serão de dois em dois meses, no penúltimo Sábado do mês, ao final da tarde. Embora, possa sofrer alterações caso os membros, por unanimidade assim o entendam.
Qualquer membro pode sugerir temas e, de forma democrática, escolhemos em conjunto as temáticas das próximas sessões.
São recomendados livros, artigos, entrevistas, podcasts, filmes ou documentários. Material em qualquer suporte, que enriqueça o tema abordado.
Fica ao critério de cada um. Todos os membros são livres de se posicionar entre ser um espectador ou interveniente. A finalidade do Clube, é também a de nos tirar dos nossos lugares de conforto.
As sessões servem para nos conhecermos, debater, dialogar, pensar, escutar, planear, rir (e porque não chorar), comer e beber.
Preferencialmente por email, onde terão acesso aos materiais e informações importantes.
O formato é presencial e analógico. Durante as conversas não será permitido captar som. De forma livre, podem partilhar imagens nos perfis pessoais, com o cuidado de não expor os membros, que não querem ser expostos.
Todos. Qualquer membro pode convidar outras pessoas que tenham interesse no formato.
clube@chaocomum.pt | 937 291 961