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Edward Hopper
Compartment C Car
[1938]
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George Beare
Portrait of a Lady Holding a Book
[1740-49]
Tertúlia entre Daniel Sampaio, Luís Osório, e Ana Drago
Sob o mote da lucidez, vamos invariavelmente até ao ensaio que o escritor Nobel português dedicou ao tema, não deixando de parte, porém, a ideia de Agustina Bessa-Luís: “Demasiada lucidez é culpada num mundo de cegos”.
Seguimos com a crónica, sobre o mesmo tema, da brasileira Martha Medeiros e, depois, Gertrude Stein através da adaptação d´O Mundo é Redondo aos palcos.
Lamentamos juntos a lucidez do poeta – “Coitado do Álvaro de Campos, com quem ninguém se importa!” e, em reportagem, visitamos as obras de Kapuscinski e Svetlana Alexievich.
Tempo ainda para as memórias da Grande Guerra de 1914 a 1918 e, a fechar, voltamos a Saramago e ao seu Ensaio sobre a Lucidez.
Este é um livro que gosta de fazer perguntas.
Este é um livro que gosta mais de um mundo com perguntas do que de um mundo com respostas absolutas.
No fundo, este é um livro que gosta de alguma confusão e que faz perguntas porque as perguntas confundem o mundo (e um mundo sem alguma confusão e sem mistérios é um mundo triste e aborrecido).
Em vez de responder às perguntas, este livro faz perguntas às perguntas.
Sobretudo às perguntas que aparecem muitas vezes.
Como é que isso se faz?
E para o que é que isso serve?
Boa(s) pergunta(s).
A RONDA DA NOITE
Conversa com J. L. Pio Abreu, psiquiatra português e autor dos livros:
“Quem nos Faz como Somos” e “Como Tornar-se Doente Mental”
Envia-nos dicas de livros, filmes, documentários, artigos ou podcasts que possam enriquecer o Clube.
Criar um Clube de Leitura, Pensamento, Diálogo e Escuta no interior desertificado pode, à partida, parecer audacioso. Reunir um grupo de pessoas para partilhar opiniões, frente a frente, num mundo cada vez mais polarizado, pode soar intrépido. Ao dar corpo a este clube, o meu objetivo foi andar em contraciclo, provocar acontecimentos e construir um espaço onde todos caibam, independentemente do credo, das ideologias ou da posição política.
A expressão “Chão Comum“, do inglês common ground, remete para um espaço onde pessoas com visões distintas sobre um mesmo tema se possam exprimir com liberdade. O nome escolhido para este clube pretende ser um contraponto ao narcisismo alimentado pelo tempo excessivo que passamos online, convidando-nos a olhar para o outro e a refletir sobre a sociedade sob uma mesma base, sem fronteiras.
E como o vamos fazer?
Partimos do livro, como objecto essencial e democrático que é, para nos introduzir complexidade e profundidade, nos iluminar e engrandecer. Ler. Mesmo quando o estado do mundo nos pede doses mortais de escapismo em scrolls infinitos, que só nos mostram a rama e nunca nos levam à raíz. Ler. Como forma de construir pensamento crítico.
Pensar. Fugir ao que nos chega mastigado, porque discernir e interrogar-se, tem de ser sempre por conta própria. Soltar o pensamento enquanto diminuímos o ruído. Pensar até atingir o ponto da clarividência com sagacidade.
Partilhar o nosso pensamento. Falar e ouvir, a argamassa que mantém tudo colado. Colocarmo-nos numa posição de desconforto mas, também de deslumbre. Falar sem ter medo de errar. Todos partimos de lugares diferentes. A opinião individual tem um tamanho molecular perante o universo, por isso não existem certezas, apenas a partilha generosa de opiniões e o questionamento, sempre que houver dúvidas.
Criei este clube, porque temos o dever de estar atentos. Jamais indiferentes.
Ana Cristina Fernandes
No formulário de inscrição em baixo. A inscrição tem um fee anual de 15eur. O Clube não tem fins lucrativos, o valor é integralmente usado para o bem comum de todos os membros do Clube.
Os encontros serão de dois em dois meses, no penúltimo Sábado do mês, ao final da tarde. Embora, possa sofrer alterações caso os membros, por unanimidade assim o entendam.
Qualquer membro pode sugerir temas e, de forma democrática, escolhemos em conjunto as temáticas das próximas sessões.
São recomendados livros, artigos, entrevistas, podcasts, filmes ou documentários. Material em qualquer suporte, que enriqueça o tema abordado.
Fica ao critério de cada um. Todos os membros são livres de se posicionar entre ser um espectador ou interveniente. A finalidade do Clube, é também a de nos tirar dos nossos lugares de conforto.
As sessões servem para nos conhecermos, debater, dialogar, pensar, escutar, planear, rir (e porque não chorar), comer e beber.
Preferencialmente por email, onde terão acesso aos materiais e informações importantes.
O formato é presencial e analógico. Durante as conversas não será permitido captar som. De forma livre, podem partilhar imagens nos perfis pessoais, com o cuidado de não expor os membros, que não querem ser expostos.
Todos. Qualquer membro pode convidar outras pessoas que tenham interesse no formato.
clube@chaocomum.pt | 937 291 961