PRÓXIMO ENCONTRO: 18 DE ABRIL - MOINHOS DA ANTONINHA - LEOMIL


Edward Hopper
Compartment C Car
[1938]


George Beare
Portrait of a Lady Holding a Book
[1740-49]

TEMÁTICA FEVEREIRO-MARÇO

Mentira, Pós-verdade e Fake News.

LIVRO PRINCIPAL

PÓS VERDADE E FAKE NEWS

Reflexões sobre a guerra de narrativas

VÁRIOS AUTORES

Desprezo pelo jornalismo tradicional, negação de evidências científicas, disseminação do ódio – na era da pós-verdade e das fake news, o sonho da comunicação sem intermediações que a internet e as redes sociais pareciam anunciar transformou-se em uma realidade tão preocupante quanto perigosa, capaz de ameaçar a existência da democracia tal qual a conhecemos. Entender o funcionamento de elementos como os bots, a indústria de notícias falsas e os algoritmos é o primeiro passo para deter a avalanche de obscurantismo e manipulação que atinge o Brasil e o mundo.”É preciso entender a regra do jogo – e não ficar em estado de negação. Entender como funciona um viral não significa que você tenha que ser um teórico da conspiração ou um terrível mentiroso. O melhor contra-ataque é o dominar as ferramentas e fazer a verdade viralizar” Peter Warren Singer

 

Nota:

Este livro reúne um conjunto de artigos escritos por jornalistas brasileiros sobre a temática da pós-verdade e das fake news. Escolhi-o por ser bastante acessível, de leitura rápida, e por conseguir explicar o tema de forma clara e abrangente. Apesar de partir da realidade brasileira, não se limita a esse contexto, uma vez que a pós-verdade é uma problemática transversal e global.

REVISTA

ELECTRA 25

A mentira.

VÁRIOS AUTORES

«Nunca se mentiu tanto como nos dias de hoje. Nem alguma vez se mentiu de uma maneira tão descarada, sistemática e constante.», escreveu o filósofo francês de origem russa Alexandre Koyré, durante a Segunda Guerra Mundial. Esta afirmação assume no nosso tempo uma nova e inesperada validade. A história da humanidade é inseparável da história da mentira, registando as suas formas e metamorfoses ao longo dos séculos e segundo os paradigmas de cada tempo e as suas práticas sociais, económicas, culturais e religiosas. “A mentira”, um tema ao mesmo tempo muito universal e muito contemporâneo, é o assunto do dossier central da Electra 25, que conta com contribuições que abordam a política, a arte e as imagens, o regime mediático da pós-verdade e as fake news, as etapas da história natural filogenética e a hegemonia da técnica. Sobre “A mentira” escrevem Martin Jay, Bárbara Reis, Daisy Dixon, Myriam Revault d’Allonnes, Peter Hill e António Bracinha Vieira.

DOCUMENTÁRIO


Reneé Magritte
Le faux mirroir [O falso espelho]
[1928]

VERDADE OU CONSEQUÊNCIA. O QUE É AFINAL A PÓS-VERDADE.

Eleita palavra do ano em 2016, a "Pós-Verdade" alimenta-se de notícias falsas, da exacerbação de medos, da falta de tempo para verificar factos, da indiferença social e da ausência de literacia da informação, propagando-se sem controlo com a Internet e as redes sociais.

Na sociedade do hiperconsumo, o poder dos algoritmos é cada vez maior. As novas tecnologias são opacas e facilitam a manipulação. Como lidar com esta cascata de informação sem filtro, que nos cai em cima constantemente? Precisamos mesmo de novidades ao minuto, precisamos mesmo de estar sempre ligados e conectados? Como não enlouquecer neste caos informativo e digital?

LIVRO INFANTIL

OLHOS ABERTOS, OLHOS FECHADOS

ISABEL MINHÓS MARTINS

Para o umbigo, para a rua, para longe, para perto. Para o que é importante. Para o que não é assim tão importante. Para o fácil e o difícil. O verdadeiro e o falso. Afinal, estamos todos a olhar para onde? O que vemos? Como olhamos? E quem conduz o nosso olhar? Este é um livro que recomenda alguma ginástica para os olhos. Perguntas (muitas) e desafios divertidos para que ninguém nos hipnotize (!) e para que nada do que é importante fique de fora do nosso olhar — e dos nossos radares. Estás a ver com olhos de ver?

LIVRO INFANTO-JUVENIL

GOSTO, LOGO EXISTO

Redes sociais, jornalismo e um estranho vírus chamado fake news

Provavelmente, para ti, não há um antes e um depois da internet.

Quando nasceste já estava tudo ligado e nem te parece possível que o mundo funcione de outra forma. No entanto, a internet mudou — e ainda está a mudar — muita coisa no mundo, incluindo o jornalismo.

Através da internet, apareceram gigantes invisíveis como a Google e o Facebook. Não são empresas de jornalismo, mas transformaram a nossa forma de aceder à informação.

Nas redes sociais, as notícias parecem supersónicas e as visualizações, os likes e as partilhas podem chegar aos milhões. O problema é que os rumores, os boatos e as mentiras também.

Habituámo-nos a receber a informação e a desinformação que nos chega através de algoritmos secretos, a ter rotinas em mundos virtuais, a comunicar com abreviaturas e emojis. Vivemos numa enorme bolha de likes e partilhas.

Mas será que conhecemos bem as regras do jogo?

Qual o impacto de tudo isto na nossa relação com o mundo e nas decisões que tomamos?

Este livro acredita que é importante fazer perguntas e que as respostas não estão todas no Google.

 

Para ler:

PODCASTS

ANTÓNIO DE CASTRO CAEIRO

Não querer ser enganado com mentiras e descobrir a verdade é a situação em que cada ser humano se encontra. Há uma pressão contínua — 24 horas por dia, 7 dias na semana — para escapar à mentira e saber da verdade.

Por norma, achamos que estamos na verdade e somos verdadeiros, mas não sucumbimos à mentira? O contexto contemporâneo levanta a questão da mentira de um modo pandémico. A proliferação da desinformação (deepfakes, algoritmos e bots) é uma necessidade que empresas como a Cambridge Analytica ou alguns estados vieram suprir. A desinformação pode influenciar eleições e minar a confiança na democracia. Este nosso percurso explora as relações entre verdade, mentira e perceção da realidade, analisando conceitos filosóficos clássicos e contemporâneos nos contextos complexos da nossa vida pessoal e coletiva. O esforço de compreensão da eficácia da mentira e desativação da verdade não é novo. É tão antigo como o acontecimento do ser humano.

Anular o estado de negação em que nos encontramos a respeito de ilusões e autoenganos é condição de possibilidade da descoberta da verdade. Somos, às vezes, enganados com a mentira e também com a verdade. Mas não a propagamos também nós? E não acontece também ser um outro, muitas vezes, a dizer-nos verdades sobre nós?

ARTIGOS

“Tornarmo-nos cépticos, desistir da ideia de verdade. É isso que o autoritário quer”

Entrevista com Lee McIntyre

The Oxford 2025 Word of the Year Is ‘Rage Bait’

And if you’re angry about it, that just proves the point.

Como detectar deepfakes: um guia prático contra a desinformação

A popularização da inteligência artificial generativa facilitou a criação de vídeos falsos hiper-realistas. Saiba como identificar estas manipulações e evitar a partilha de desinformação.

O que aconteceu à verdade? Trump e a sua consequência

Escrito por Isabel Lucas

PARTILHA

Envia-nos dicas de livros, filmes, documentários, artigos ou podcasts que possam enriquecer o Clube.

QUERES CONHECER AS TEMÁTICAS JÁ DEBATIDAS?

Neste Clube, procuramos a inquietação,
cultivamos o espanto e o deslumbre,
a humildade e honestidade intelectual,
ampliamos o nosso repertório e pensamento.

Neste Clube, procuramos a inquietação, cultivamos o espanto e o deslumbre, a humildade e honestidade intelectual, ampliamos o nosso repertório e pensamento.

Criar um Clube de Leitura, Pensamento, Diálogo e Escuta no interior desertificado pode, à partida, parecer audacioso. Reunir um grupo de pessoas para partilhar opiniões, frente a frente, num mundo cada vez mais polarizado, pode soar intrépido. Ao dar corpo a este clube, o meu objetivo foi andar em contraciclo, provocar acontecimentos e construir um espaço onde todos caibam, independentemente do credo, das ideologias ou da posição política.

A expressão “Chão Comum“, do inglês common ground, remete para um espaço onde pessoas com visões distintas sobre um mesmo tema se possam exprimir com liberdade. O nome escolhido para este clube pretende ser um contraponto ao narcisismo alimentado pelo tempo excessivo que passamos online, convidando-nos a olhar para o outro e a refletir sobre a sociedade sob uma mesma base, sem fronteiras.

E como o vamos fazer?

Partimos do livro, como objecto essencial e democrático que é, para nos introduzir complexidade e profundidade, nos iluminar e engrandecer. Ler. Mesmo quando o estado do mundo nos pede doses mortais de escapismo em scrolls infinitos, que só nos mostram a rama e nunca nos levam à raíz. Ler. Como forma de construir pensamento crítico.

Pensar. Fugir ao que nos chega mastigado, porque discernir e interrogar-se, tem de ser sempre por conta própria. Soltar o pensamento enquanto diminuímos o ruído. Pensar até atingir o ponto da clarividência com sagacidade.

Partilhar o nosso pensamento. Falar e ouvir, a argamassa que mantém tudo colado. Colocarmo-nos numa posição de desconforto mas, também de deslumbre. Falar sem ter medo de errar. Todos partimos de lugares diferentes. A opinião individual tem um tamanho molecular perante o universo, por isso não existem certezas, apenas a partilha generosa de opiniões e o questionamento, sempre que houver dúvidas.

Criei este clube, porque temos o dever de estar atentos. Jamais indiferentes.

Ana Cristina Fernandes

FAQS SOBRE O CLUBE

No formulário de inscrição em baixo. A inscrição tem um fee anual de 15eur. O Clube não tem fins lucrativos, o valor é integralmente usado para o bem comum de todos os membros do Clube.

Os encontros serão de dois em dois meses, no penúltimo Sábado do mês, ao final da tarde. Embora, possa sofrer alterações caso os membros, por unanimidade assim o entendam.

Qualquer membro pode sugerir temas e, de forma democrática, escolhemos em conjunto as temáticas das próximas sessões.

São recomendados livros, artigos, entrevistas, podcasts, filmes ou documentários. Material em qualquer suporte, que enriqueça o tema abordado.

Fica ao critério de cada um. Todos os membros são livres de se posicionar entre ser um espectador ou interveniente. A finalidade do Clube, é também a de nos tirar dos nossos lugares de conforto. 

As sessões servem para nos conhecermos, debater, dialogar, pensar, escutar, planear, rir (e porque não chorar), comer e beber.

Preferencialmente por email, onde terão acesso aos materiais e informações importantes.

O formato é presencial e analógico. Durante as conversas não será permitido captar som. De forma livre, podem partilhar imagens nos perfis pessoais, com o cuidado de não expor os membros, que não querem ser expostos.

Todos. Qualquer membro pode convidar outras pessoas que tenham interesse no formato.

FICHA DE INSCRIÇÃO

Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade
já estavam todas escritas, só faltava uma coisa
- salvar a humanidade.

Almada negreiros

clube@chaocomum.pt | 937 291 961